FALAMOS DO IDEAL MAS REPRODUZIMOS DO PASSADO
Por José Geminiano Cidade Neto

 

O termo "FORMAÇÃO", muito utilizado para definir os fins da atividade escolar, expressa bem o papel de reprodutora do sistema que desempenha a escola."FORMAR" quer dizer "dar forma a", padronizar segundo um modelo.

Outra tendência tem por perspectiva compreender a educação como mediação de um projeto social. Serve de meio. Dermeval Saviani a descreveu, apresentou de defendeu como uma teoria a qual se impõe a tarefa de superar tanto o poder ilusório (que caracteriza as teorias não criativas), como a impotência (decorrente das teorias-crítico-reprodutovas), colocando nas mãos dos educadores uma arma de luta capaz de permitir-lhes o exercício de um papel real, ainda que limitado.

Mas parece tão contraditório o que se tem observado, que pregamos uma aparente mudança global na maneira de ensinar e na forma de conduzir RECURSOS HUMANOS, mas demonstramos total incapacidade de vivenciá-la e demonstrar na prática tais mudanças.

Percebemos os efeitos negativos de muitos de nossos procedimentos e os efeitos destes nas pessoas. Percebemos a dificuldade da maioria em pensar e repensar sobre as situações que se apresentam.

Talvez estejamos depositando responsabilidade e esperança demais no educador. Talvez criamos propagandas imaginando que somente este profissional seja capaz de conduzir o processo para o novo despertar. Quem sabe somos orgulhosos demais para admitir, que para este desafio, necessitamos de maior envolvimento. Maior comprometimento de muitos.

Porém o fato é de que existe um desafio. Um objetivo desejado. Uma perspectiva de libertação capaz de gerar seres verdadeiramente críticos e livres para pensar e agir. E dada a dimensão desta proposta podemos perceber que não é um desafio para todos, mas uma maravilhosa oportunidade para o verdadeiramente capaz, crítico e livre.

 

 
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